Sétima montagem

Sétima montagem é um filme/ensaio/exercício feito para a disciplina de montagem do professor Luís Alberto Rocha Melo no curso de Cinema e Audiovisual da UFJF. A ideia foi trazer um ponto de vista metalinguístico de como “pensar” a montagem.Tanto no…

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Sétima montagem é um filme/ensaio/exercício feito para a disciplina de montagem do professor Luís Alberto Rocha Melo no curso de Cinema e Audiovisual da UFJF.
A ideia foi trazer um ponto de vista metalinguístico de como “pensar” a montagem.Tanto no discurso do professor ao lecionar , quanto, cada vez mais para mim como aluno intrigado e curioso, a história do cinema não pode ser tida como linear e muito menos como um processo de evolução. Sempre temos que estudar a ementa a ser cumprida, talvez seja impossível mesmo ter uma formação de cinema sem falar do racista do Griffiti e outra galera chata. Mas deixa isso pros professores… o que eu quis fazer aqui foi tentar trazer uma certa ideia de pluralidade de eventos, começando com a historinha de sempre e terminando com a própria reflexão da tela preta e a linha do tempo que todo montador (moderno, digital, que usa premiere, mesmo que crackeado) tem que ficar olhando.
Alguns pontos: tentei “resolver” algumas coisas, como a cena da viagem na lua(não mostrei duas vezes a chegada do foguete), a do bombeiro(alternei entre as duas partes do filme) e do cão andaluz(sobrepus a cena do olho com o da lua) e fiz o Kuleshov olhar pra tudo que ele sempre quis olhar e ser tudo aquilo.
Os filmes que aparecem no solo de sax são diversos, cerca de 86 filmes baixados, sem aparecer cronologicamente, sem se apegar ao cinema clássico, tendo filmes latinos, africanos, experimentais, animações entre outros. A curadoria dos filmes foram escolhidas uma por uma pelos meus amigos e companheiros de trabalho Gabriela Ribeiro e Vinicius Oliveira.
Escolhi “Giant Steps” do John Coltrane pois sabia que era uma música bem dificil ate os jazzistas raiz pois esta modulava o tempo todo e pra mim isso fazia muito sentido com minha ideia de colocar varias linhas do tempo imaginarias acontecendo simultaneamente.
Depois tem a cena do premiere que eu não sei bem se eu trapaceei, ja que não podia fabricar suas próprias imagens de arquivo, mas fiquei refletindo ” mas se você exportar o filme do premiere você já estaria fabricando seu próprio material, então reclamar de mim seria hipocrisia”. Coloquei não só pra um deleite visual metalinguístico, mas porque quis brincar com o fato de que ao registrar a imagem do premiere, o vídeo montado se torna um plano sequência e deixa de ser montagem.
No final do vídeo ia mostrar vários arquivos referentes ao cinema de expansão e interativo, mas existia essa regrinha de que o filme tinha que ter no mínimo 5 anos pra virar imagem de arquivo. Ai eu tive a ideia de tentar fazer meu próprio filme expandido, terminando com o primeiro filme que se tem registro e o mesmo efeito que ele causou na época, na versão “cinema expandido”. Nisso o Gabriel Kern que nem era do meu grupo comprou a ideia e removeu o background ao redor do vagão, me enviando apenas a imagem que eu queria com fundo transparente (alpha).

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